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Algumas Certezas do Passado
“UFOs não existem” – leigos, desinformados, céticos obtusos e acobertadores, desde 1947.
“O abdome, o peito e o cérebro vão continuar para sempre longe da intrusão do cirurgião sábio e humano”- Sir John Eric Ericksen, cirurgião britânico, nomeado, em 1873 “cirurgião-extraordinário” da rainha Vitória.
“A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula” – Pierre Pachet, professor de fisiologia em Toulouse, 1872.
“Esse tal de telefone tem incovenientes demais para ser seriamente considerado um meio de comunicação. Esta geringonça não tem nenhum valor para nós” – Memorando interno da Western Union, 1876.
“Máquinas voadoras mais pesadas do que o ar são impossíveis” – Lorde Kelvin, presidente da Royal Society, Inglaterra, 1895.
“Aviões são brinquedos interessantes, mas sem nenhum valor militar” – Marechal Ferdinand Foch, professor de estratégia na Escola Supérior de Guerra, Paris, no começo do século XX.
“Viajei por todos os lados deste país e posso assegurar-lhes que processamento de dados é uma ilusão que não perdura até o fim do ano” – Editor encarregado de livros técnicos da editora Prentice Hall, 1957.
“Tudo o que poderia ser inventado, já foi inventado” – Charles H. Duell, diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos, 1899.
“O professor Goddard não conhece a relação entre ação e reação e a necessidade de ter algo melhor do que o vácuo contra a qual reagir. Ele parece não ter conhecimento básico ensinado diariamente em nossas escolas secundárias” – Editorial do jornal “The New York Times”, em 1921, a respeito do estudo revolucionário de Robert Goddard sobre os foguetes, muito antes de Von Braun e da corrida espacial.
“Quem imagina que a transformação do átomo possa ser uma fonte de energia está falando bobagem” – Lorde Rutherford, o descobridor da fissão nuclear, em 1930.
Furar para encontrar petróleo? Você quer dizer: furar o chão para encontrar petróleo? Oras, você é louco!” – Empresários de perfuração de solo, convidados por Edwin L. Drake a montar com ele um negócio de prospecção de petróleo em solo norte-americano, em 1959.
A caixa de música sem fio não tem nenhum valor comercial imaginável. Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em particular?” – Sócios do industrial norte-americano David Sarnoff em resposta à sua consulta sobre investimentos num aparelho recém-inventado, chamado de “rádio”, na década de 1920.
“Penso que há , talvez, no mundo, mercado para cinco computadores” – Thomas Watson, presidente da IBM, 1943.
“Então nós fomos na Atari e dissemos: ‘Nós fizemos essa coisa engraçada, construída com algumas peças de vocês; o que vocês acham de nos financiar? Ou então nós a damos para vocês. Nós só queremos produzi-la. Paguem nossos salários e nós trabalharemos para vocês’. Eles disseram não. Então nós fomos para a Hewlett-Packard e eles disseram: ‘Nós não queremos vocês. Vocês nem terminaram a faculdade’” – Steve Jobs, fundador da Apple Computer, na tentativa de atrair o interesse da Atari e da HP para o computador pessoal projetado por ele e Steve Wozniak’s.
“Não existe nenhuma razão que justifique uma pessoa ter um computador em casa” – Ken Olson, fundador da Digital Equipment Corporation, a maior concorrente da IBM, em 1967.
“Não gostamos do seu som, e a música de guitarra está acabando” – Argumentos de uma das maiores gravadoras do mundo para recusar o Beatles, em 1962.
“Estou feliz de que seja Clark Gable quem vai quebrar a cara nesse filme e não Gary Cooper” – Gary Cooper, ao justificar sua decisão de não ser o astro principal de “E o Vento Levou” (um dos maiores sucessos da história do cinema).
“Interessante, mas não serve para nada” – Um engenheiro da divisão de projetos de uma das maiores empresas de informática do mundo, ao conhecer o que viria a ser chamado de microchip, em 1968.
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‘Carruagens de fogo’, presenças milenares
O autor sugere que façamos uma revisão na história de diversos povos, aceitando a possibilidade de que alienígenas estiveram desde sempre de olho e, inclusive, interagindo com a humanidade. Ilustração artística – Crédito: hatonnspeaksthetruth.
Carroças, máquinas e carros alados envolvidos em capítulos históricos da epopéia humana
Ao contrário do que muitos pensam, ou simplesmente desconhecem, em nosso passado há registros abundantes de contatos com aeronaves de origem alienígena e seus tripulantes. O fato é que em toda a história da humanidade, desde a antiguidade até os dias de hoje, houve registros de interação com seres muito mais avançados, os quais foram, de forma ingênua, identificados como deuses e anjos, mas que atualmente podemos reconhecer de fato como extraterrestres.
Muitos desses registros, nos primórdios, tornaram–se verdadeiras obras sagradas para seus respectivos povos e, devido ao teor religioso que lhes foram atribuídos, os seres alienígenas passaram nos anos posteriores despercebidos e camuflados sob a imagem de deuses, inseridos dentro de um contexto julgado como mitológico. É importante compreender que a classificação destas obras como mitos foi atribuída num tempo em que a humanidade não havia ainda desenvolvido meios para a tecnologia de aeronaves. Sendo assim, descrições de entidades poderosas que vieram à Terra em veículos que percorriam os céus automaticamente foram taxadas de mitos, todavia nada mais foi do que um pré-julgamento condicionado à crença primitiva da época: a de que o homem não seria capaz de voar.
Assim como afirmou William Thomson (Lorde Kelvin), presidente da Royal Society , em 1895,“Máquinas mais pesadas do que o ar são impossíveis”. Deste modo, já que não se compreendia meios para o desenvolvimento de aeronaves, obras que descreviam deuses em seus veículos voadores foram naturalmente rotuladas de fantasias religiosas, pois segundo as leis da natureza daquele período voar era impossível. Podemos deduzir que tal julgamento era apenas um reflexo do atrasado desenvolvimento tecnológico da época.
Como era incabível levantar vôo para os homens, igualmente declaravam serem impossíveis os veículos alados dos deuses e então o mito era justificado. Algo semelhante ao que ocorre hoje, quando é julgada a impossibilidade de extraterrestres estarem nos visitando, fazendo um julgamento de acordo com o nosso atual desenvolvimento e de nossos ‘avançados’ conhecimentos, desconsiderando que os alienígenas podem estar há milhares de anos de evolução à nossa frente e que muito possivelmente tenham superado todas as dificuldades e barreiras tecnológicas que atualmente nos deparamos.
Além de todas estas questões, podemos hoje, após a grande invenção do homem da “mítica” aeronave, olhar para os textos antigos e notar que voar não era tão impossível como se pensava. Os deuses já possuíam conhecimentos para o desenvolvimento de veículos voadores, nós é que apenas não acreditávamos nisso, considerávamos fantasia. Mas graças a nossa evolução tecnológica, podemos constatar que as aeronaves dos deuses são agora uma realidade equivalente. Se eles se locomoviam nestas naves, podemos vislumbrar que pode não ser algo tão fantasioso assim.
Há centenas de descrições de deuses que vieram dos céus em seus veículos voadores. Esses entes não eram da Terra, mas dos céus, portanto tinham origem fora do planeta, ou seja, extraterrestre. Nosso entendimento então se amplia de forma reveladora. “Deuses” – de carne e osso – que viajam em veículos voadores do espaço exterior para nosso pequeno planeta e que mantêm contato com diversos povos. Será que não é tão óbvio? De tão óbvio talvez acabe não sendo enxergado. A verdade pode estar bem ali, debaixo de nossos narizes, mas não estamos nos dando conta, devido ao nosso próprio julgamento preconceituoso, podendo estar negando um fato verdadeiro.
“Obviedades impossíveis”
À medida que evoluímos, seja nos avanços científicos ou tecnológicos, nossa visão mundana e conceitos culturais se alteram radicalmente. Desde tempos remotos, de quando o homem sequer sonhava em sair do chão até a contemporaneidade, podemos visualizar nossa evolução gradual de conhecimento adquirido durante os anos, graças à busca incessante do Homo sapiens pelo saber. Após a ciência, um mundo novo se abriu diante de nós e inúmeros feitos tecnológicos foram concretizados. Essa relação entre época e ciência é importante para entendermos o processo pelo qual os deuses seriam ETs.
Da mesma forma de que quando éramos crianças e acreditávamos em Papai Noel, e ao crescermos descobrimos que na verdade era nosso pai fantasiado, assim será para a humanidade quando ela descobrir que os deuses antigos são na verdade extraterrestres. Hoje podemos verificar esta nova realidade sobre os deuses e descobrir que eles são mais reais do que jamais se imaginava. Evidências cada vez maiores mostram que os deuses da Antigüidade, na realidade, são seres de outros planetas com avançados conhecimentos, tecnologias e que transmitiram pequenas partes de seu saber para nossa humanidade.
Nos séculos depois de Cristo, lenda virou sinônimo de ficção e este infeliz rótulo tem contribuído para a mitificação dos textos antigos levando-os a serem tratados de forma fantasiosa. Mas o rótulo foi dado numa época em que os homens não podiam compreender seu real significado, um tempo desiluminado de ciência. O mito é criado por falta de meios esclarecedores, por falta de instruções mais avançados, por falta de ciência e tecnologia, enfim, a escassez de conhecimentos no geral faz com que o homem crie suas próprias formas de crenças.
A mitologia humana está repleta de histórias fantásticas, lendas que chegaram aos nossos tempos por meio de enredos épicos ou textos religiosos. Hoje podemos observar que os mitos e lendas não são bem e tão somente o imaginário fértil de povos primitivos. Não há como ignorarmos tais escrituras antigas, pois elas nos mostram que definitivamente não estamos sós no universo e que o nosso planeta, no passado, foi palco da presença destes extraordinários seres, vistos e chamados pelos povos primitivos como deuses.
Devemos estar conscientes de que cada tribo ou sociedade interpreta aquilo que lhe é estranho pelos olhos de sua cultura e, sendo assim, naves e seres com uma tecnologia para eles mágica, seriam sempre vistos como divindades. A questão resulta em supormos de que maneira um povo primitivo descreveria um objeto tecnológico sem vocabulários e conhecimentos científicos, sem conceitos pelos quais dispomos hoje. Seria interessante, por exemplo, vê– los descrever um carro atual. Longe de uma descrição moderna ou até futurista, certamente o fariam de acordo com seus conceitos e vocabulários rudimentares.
Claras analogias
Manuscritos antigos estão repletos de passagens e termos cujas descrições se referem a nada mais que os atuais discos voadores. Os hebreus, ao descreverem objetos que para eles eram totalmente desconhecidos, utilizaram o que hoje chamamos de analogias . Mas para que possamos identificar e entender, por exemplo, os termos bíblicos empregados por analogias que se referem aos discos voadores, precisamos primeiramente compreender o modo e as circunstâncias que levaram os profetas da Bíblia a designarem tais expressões. Talvez a maior dificuldade que encontramos quando nos deparamos com escrituras antigas, é concluir certos termos expressos nos textos, que, vistos de uma forma não literal, passam a ter mais sentido, revelando-nos uma nova idéia, uma nova interpretação que surpreende bastante. Imagine o quanto é difícil para quem nunca viu um objeto complexo, tentar descrevê-lo satisfatoriamente. Geralmente, costuma-se fazer analogias com objetos conhecidos.
Por exemplo, os peles–vermelhas norte-americanos, ao virem um trem pela primeira vez, o chamaram de “cavalo de ferro”. Mas em quê um trem se parece com um cavalo? Provavelmente teria sido porque se pode andar nele, deslocar–se à semelhança do que se pode fazer com um cavalo, tão conhecido e utilizado pelos índios. Qual seria a reação de um etnólogo 1.000 anos no futuro se fosse confrontado com o testemunho desse povo, ao ler coisas como: “E o cavalo de ferro atravessou a planície deitando fumo pela cabeça. A sua voz era como o trovão estremecendo as montanhas onde vivia o nosso povo”.
Se tivesse uma mentalidade fechada, esse etnólogo concluiria que pelo fato de não existirem cavalos de ferro, tal relato só poderia ser fruto da imaginação desse povo e encerraria a questão. Se fosse um etnólogo de mentalidade aberta, poderia compreender que o relato conteria em si mesmo a descrição real de algo que era estranho à cultura daquele povo. Talvez não chegasse à locomotiva, mas teria feito muito mais que o primeiro que se limitou a uma análise superficial e, de certa forma, preconceituosa. Costumamos chamar a parte que sustenta a tábua da mesa de “pé da mesa” ou “pernas da mesa”, talvez por não termos uma palavra mais adequada para passarmos a idéia. As pessoas costumam descrever coisas novas usando termos já conhecidos, associando, e que possam dar idéia de um novo objeto. Isto é analogia.
Imagine nos dias de hoje uma tribo indígena completamente isolada, longe e sem contato com qualquer civilização. Se um etnólogo de mente fechada se deparasse com o seguinte relato dessa tribo: “E o grande pássaro de ferro rasgou o céu com seu grito estrondoso como o trovão”, concluiria que tal relato seria um absurdo, já que não existem pássaros gigantes e muito menos de ferro e rotularia por sua vez, como uma obra mitológica, algo justificado pelas suas várias superstições. Mas a um etnólogo de mente aberta, certamente entenderia se tratar de um avião visto pelos olhos daquela tribo indígena.
O que pretendo mostrar ao leitor é que as escrituras antigas possuem termos que são verdadeiras analogias. Na dificuldade de descrever o desconhecido, os povos primitivos utilizaram-nas, associaram idéias para se referirem a objetos que a seus olhos eram complexos demais para que suas mentes limitadas em conhecimentos pudessem compreender.
Desse modo, peço ao leitor que olhe para as histórias do passado com uma mentalidade aberta, compreendendo que muitas dessas narrações estão condicionadas pela visão limitada de um povo que não possuía instruções científicas e tecnológicas. Os textos antigos – assim como na Bíblia – estão repletos de referências às naves extraterrestres, porém, descritas através de analogias. Para entendermos a veracidade de tais expressões, precisamos compreender que o fator principal que contribuiu para a designação destes termos foi a época.
A diferença entre os períodos, ou seja, da nossa atual e a dos povos antigos, foi o fator fundamental, pois ela se ramifica em dois pontos extremamente importantes e que merecem nossa atenção: diferença a nível científico e tecnológico, e a diferença de conhecimento cultural. Os povos antigos não possuíam conhecimentos nem tecnologias como temos atualmente. Desse modo, os antigos não entendiam cientificamente o que viam no céu e interpretavam tais visões de acordo com o que suas informações rudimentares entendiam, inclusive conforme suas crenças religiosas.
A grande moda atualmente é o Fenômeno UFO. Por isso, qualquer luz estranha que aparece no céu é automaticamente relacionada a um UFO ou um disco voador. Mas, por exemplo, na época dos profetas bíblicos, a moda era deuses e anjos, desse modo, é compreensível de que qualquer luz estranha que aparecia no céu, era automaticamente relacionada a eles. É tudo uma questão de época e cultura, pois o que os profetas viam no céu não é diferente do que algumas milhares de pessoas continuam vendo hoje.
Veneração do incompreensível
Os extraterrestres foram facilmente divinizados pelas civilizações antigas e isso é algo fácil de entender: um bando de beduínos bárbaros que se locomoviam em carros puxados por cavalos e que a única coisa que acreditavam poder voar eram pássaros. Certamente ficariam maravilhados e estupefados diante de naves luminosas descendo do céu com seus tripulantes que, aos olhos dos súditos, seriam entidades divinas. A chegada de seres extraterrestres em suas naves foi interpretada pelos povos antigos como a inusitada vinda dos deuses e isso está claro nas escrituras. Esta relação é idêntica à chegada dos espanhóis nas Américas em 1532, onde os Incas acreditaram ingenuamente que os espanhóis eram deuses!
De igual forma aconteceu aos índios da Melanésia no sul do Pacífico quando, em 1942, norte-americanos fizeram um pouso de emergência naquelas ilhas e lá permaneceram até que foram resgatados pela Força Aérea. Os índios locais acreditaram que o norte-americano John Frum era um deus. Estes são exemplos reais de que uma cultura atrasada e primitiva costuma divinizar seres que aos seus olhos são excepcionais. Se os espanhóis e os norte-americanos foram facilmente divinizados por uma cultura primitiva, o que dizer então de seres de outros planetas?
Gostaria de chamar a atenção do leitor para o seguinte fato: se fôssemos expectadores deste episódio – juntamente com os índios – e víssemos o americano Frum fazendo um pouso de emergência, por acaso o consideraríamos um deus? Obviamente que não! Então por quê os índios acreditaram que sim? Porque há uma diferença cultural gritante entre a nossa e a dos nativos isolados da Melanésia.
Nós possuímos conhecimentos relativos à ciência, sabemos que o veículo de Frum é um avião desenvolvido por uma tecnologia nossa e sabemos, pela nossa cultura, que se trata de um americano do exército. Já os índios não sabiam nada disso. Deste modo, aos olhos de sua cultura, influenciados pelas suas crenças e desprovidos de qualquer conhecimento científico, certamente diriam que este episódio se trata na verdade da chegada dos deuses e foi exatamente desta maneira que aconteceu.
Esta é uma prova cabal de que povos sem uma cultura científica divinizam seres mais avançados e objetos tecnológicos. Dessa forma, é compreensível que textos que relatam a vinda de deuses em máquinas voadoras, em uma época sem tecnologia para tal, estão se referindo a seres avançados e que, se não forem de outro mundo, de onde seriam então?
Como em uma das lendas do Tibete que começa com as seguintes palavras: “Há milhões de anos um certo número de seres sobre-humanos, vindos de um outro mundo superiormente evoluído, veio para a Terra para acelerar o progresso do planeta e da humanidade futura”. Seria imaginação fértil? De fato, quem tem imaginação fértil são aqueles que tentam refutar este trecho tão nítido, pois para tal, seria necessário mesmo uma grande imaginação para dizer que seres de outro mundo superiormente evoluído e que vieram para a Terra não se tratam de extraterrestres.
É claro que o conceito da existência de ETs não é ainda aceito abertamente como deveria. Deste modo, é compreensível que o conceito de que os deuses da antiguidade eram extraterrestres seja um salto ainda maior para a aceitação por todos. Mas o que não devemos fazer é negar um fato pura e simplesmente pelo ego. A negação é uma armadilha da ignorância. Ao invés de negar deveríamos questionar. E ao invés de julgarmos improvável deveríamos julgar considerável. Como dizia o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788 – 1860): “Toda a verdade atravessa três fases: primeira, é ridicularizada, segunda, é violentamente contrariada, terceira, é aceita como a própria prova”.
Descrições de alienígenas em alguns textos antigos
Tendo em mente o conceito das analogias visto anteriormente, é dito no Corão, na sourate 17 intitulada “A Viagem Noturna”, que o profeta Maomé é transportado de Meca a Jerusalém na mesma noite, pelo “cavalo voador”. É importante compreender que não se trata literalmente de um cavalo que voa, mas sim, de uma analogia à uma máquina voadora. No livro Memórias dos Soberanos e dos Reis, publicado no século três, é descrito como na China, no terceiro milênio antes de Cristo, “os filhos vindos do céu” desceram à Terra numa “estrela” – analogia à uma nave luminosa – em forma de molheira (vasilha para servir molhos).
Nos escritos sagrados taoístas, há descrições surpreendentes de meios de locomoção usados pelos filhos vindos do céu. Cada descrição ilustra esses meios utilizando a imagem de um animal, muito possivelmente porque as palavras necessárias à sua descrição não existiam. Deste modo, utilizaram analogias ou associações para descreverem as aeronaves.
O próprio termo que usamos atualmente, disco voador, é uma analogia para descrever as naves extraterrestres. Chamamos de disco porque fazemos uma associação em relação ao seu formato. Antigamente, os povos faziam o mesmo, só que com termos ou nomes referentes àquela época. Só o fato de lermos nos textos antigos que os deuses se locomoviam em veículos voadores nos dá a prova da origem extraterrena destes entes, afinal, seres vindos dos céus em veículos voadores seriam mais o quê senão extraterrestres em naves espaciais?
No Egito, Akhenaton – também conhecido por Amenófis IV – antecessor de Tutancâmon, em seu canto realizado para o deus Aton, é possível ler a seguinte descrição: “… e assim ocorreu que, encontrando-se o faraó na caça do leão, em pleno dia, seus olhos avistaram um disco brilhante, nave luminosa, pousado sobre uma rocha, e o mesmo pulsava como o coração do faraó, e seu brilho era como o ouro e a púrpura. O faraó se colocou de joelhos ante o disco”. Nesse canto, no Hino III, o faraó continua a narração dizendo:“…oh!, disco solar que com teu brilho ofuscante pulsas como um coração e minha vontade parece tua. Oh!, disco de fogo (nave luminosa) que me iluminas e teu brilho e a tua sabedoria são superiores à do Sol”. Em 1500 a.C., um registro egípcio nos conta que rodas ou discos de fogo são vistos planando sobre o palácio do faraó Tutmosis III ou Tutmés III. Na China, há registros de naves que eram denominadas de Fei-Chi, que quer dizer máquina que voa, e que eram utilizadas tanto pelos seres vindos dos céus como pelos homens.
Temos também as Estâncias de Dzyan, são uma velha compilação de antiqüíssimas lendas orientas, conservadas pela tradição oral até que surgiu a escrita. O livro foi escrito há pelo menos 3.000 anos atrás, mas alguns estudiosos julgam que alguns dos fatos nele descritos remontam há até 10 mil anos. Seja como for, existe neste livro uma passagem impressionante que relata, com riqueza de detalhes, a vinda a Terra de homens do espaço: “Um grupo de entes celestes veio à Terra muitos milhares de anos atrás num barco de metal que antes de pousar circulou a Terra várias vezes. Estes seres estabeleceram-se aqui e eram reverenciados pelos homens entre os quais viviam. Com o tempo, porém, surgiram rixas entre eles, e um determinado grupo separou-se, indo se instalar em uma outra cidade, levando consigo suas mulheres e seus filhos. A separação não trouxe a paz e sua ira chegou a tal ponto que um dia o governante da cidade original tomou consigo um grupo de homens e viajando num esplendoroso barco aéreo de metal voaram para a cidade do inimigo. Ainda a grande distância lançou contra ela um dardo flamejante que voava com o rugido de um trovão. Quando ele atingiu a cidade inimiga destruiu-a numa imensa bola de fogo, que se elevou ao céu, quase até as estrelas”.
Ainda no texto, todos os que estavam na cidade pereceram horrivelmente queimados. “Os que estavam fora da cidade, mas nas suas proximidades, morreram também. Os que olharam para a bola de fogo ficaram cegos para sempre. Aqueles que mais tarde entraram a pé na cidade adoeceram e morreram. Até a poeira que cobria a cidade ficou envenenada, assim como o rio que passava por ela. Ninguém mais voltou a se aventurar lá e seus escombros acabaram sendo destruídos pelo tempo e esquecidos pelos homens. Vendo o que tinha feito contra sua própria gente, o chefe retirou-se para seu palácio, recusando-se receber quem quer que fosse. Dias depois reuniu os homens que ainda lhe sobravam, suas mulheres e filhos, e embarcaram todos nos navios aéreos. Um a um, afastaram– se da Terra para não mais voltar”.
Este pequeno texto contido nas Estâncias de Dzyan é tão claro que dispensa explicações. O difícil de entender é como esta obra pode ser considerada mitológica! Uma lenda que relata a chegada de seres vindos do espaço em navios de metal voadores, que destrói uma cidade com armas poderosas e que vão embora em seus veículos aéreos, certamente que se trata do real testemunho e da confirmação de uma atividade extraterrestre em nosso planeta. Veículos aéreos certamente são resultados de uma tecnologia. Se os povos antigos, há milhares de anos, não tinham meios para desenvolver tais veículos, então a quem pertencia esta tecnologia tão vista e tão documentada pelos povos da antiguidade?
Um fato digno de nota é a descrição navios de metal voadores. Ao invés de navios podemos dizer naves pois são relativos. No inglês, spaceship, traduzido de forma literal quer dizer navio espacial. Isto porque nave vem de navio e tem a ver com navegação marítma ou aérea. Navio é navegação marítma, enquanto que aeronave é um navio aéreo, que se navega pelos ares, segundo os dicionários. Sendo assim, navios de metal voadores é sinônimo de naves de metal voadoras. Uma pequena mudança que faz uma enorme diferença no entendimento deste termo.
Nos textos indianos podemos, de forma impressionante, ler os seguintes relatos:
“Ele, o predileto de Indra, entrou no palácio divino e viu milhares de veículos voadores para os deuses, uns postos de lado, outros em movimento”. (Vana–Parna 43, 7– 12)
“Os grupos de marut chegaram em veículos aéreos divinos, e Matali, depois de ter falado desta maneira, levou–me (Arjuna) na sua carruagem voadora e mostrou–me os outros veículos aéreos”. (Vana–Parna 168, 10– 11)
“E os deuses em carros transportados em nuvens vieram ver o belo espetáculo… Deslumbrantes carros celestes em grande número atravessavam o céu sem nuvens…” (Mahabharata I, 4)
“Brilhantes imortais vestidos de luz solar atravessavam o céu líquido e seus carros deslumbrantes correndo em nuvens pousavam nas altas torres. Oferendas… contentavam os Brilhantes no Alto”. (Mahabharata III, 2)
Aliens na Bíblia
De igual forma aos textos sagrados de várias culturas espalhadas pelo mundo, a Bíblia também contém relatos e descrições de aeronaves que foram tão utilizadas pelos deuses. Veículos que voam descritos nos textos indianos e em outros, também foram vistos e descritos nos textos bíblicos utilizando-se de analogias, porém, inspirados dentro de um contexto mais religioso que os demais, de outros povos.
Na Bíblia, muitas das aparições de máquinas voadoras foram entendidas completamente como visões divinas, manifestações de anjos, santos ou até do próprio Deus. Talvez, essa tem sido a maior dificuldade de reconhecer os textos bíblicos inteiramente como descrições de fenômenos extraterrestres, pois os veículos voadores foram descritos pelos profetas bíblicos disfarçados dentro de uma ótica religiosa, sem qualquer conceito ou conhecimento científico e tecnológico.
É justamente neste ponto onde a religião se mistura com fenômenos extraterrestres, hoje em dia as atividades alienígenas estão tão inseridas em um contexto religioso que fica difícil identificar onde acaba um e começa o outro. Muitos consideram a Bíblia um livro sagrado, um livro de Deus, sem contudo conhecer um pouco mais sobre a origem desta obra que de divino não têm nada e muito menos sagrado.
A Bíblia é apenas um registro histórico que nos conta sobre a atividade de extraterrestres – anunnakis ou nefilins, entre outros nomes – no Oriente Médio, assim como também podemos perceber suas atividades nos textos indianos, chineses, sumérios e nos demais espalhados pelo planeta. Como os homens daquela época não podiam conceber engenhos voadores tal como podemos hoje, surgiram na Bíblia expressões do tipo carruagem de fogo, carro de fogo, roda de fogo, coluna de fogo, nuvem de Deus etc, que foram termos utilizados pelos profetas para descreverem as naves extraterrestres.
Como, por exemplo, na expressão carruagem de fogo. Por que carruagem? Talvez porque o único transporte que eles tinham como referência era a carruagem puxada por cavalos, então a forma mais adequada que ele encontrou para descrever o meio de transporte desconhecido, era fazendo uma referência a um meio de transporte que ele já conhecesse, no caso a carruagem. Agora por quê carro de fogo?
Levando em consideração que o único sistema de iluminação daquela época era o fogo, de que outra forma ele descreveria um veículo luminoso a não ser carro de fogo? É importante destacar também que as luzes de muitos discos voadores possuem uma cor característica que é o laranja avermelhado. Isso também ajudaria a ter uma idéia de fogo.
Na Bíblia também há muitas descrições de nuvens misteriosas e que eram chamadas pelos hebreus de “a Glória de YHWH“. Essa nuvem relacionada à imagem está contida em quase toda a Bíblia. É curioso notar isto pois muitas das aparições de YHWH [Javé (Yahvéh ou JaHWeH). Alguns estudiosos concordam que a pronúncia Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH) seja correta, sendo esta última a pronúncia mais popular do nome de Deus em vários idiomas] sempre são descritas pelos profetas em meio a nuvens, muitas vezes luminosas. Creio ser digno de desconfiança, pois uma nuvem tendo vontade própria e exercendo funções seria um tanto duvidoso. Esta nuvem interpretada pelos profetas como a glória de Javé ou qualquer outro termo referente a algo divino, seria na verdade um artifício criado pelos extraterrestres ou ainda o resultado dos propulsores da nave.
Em Êxodo 14, 19-20, no momento da travessia do Mar Vermelho, o exército do Faraó e os filhos de Israel foram acompanhados por dois objetos voadores, como está descrito na seguinte passagem: “O anjo de Deus, que ia a frente do exército de Israel, se retirou para ficar na retaguarda. A coluna de nuvem também se retirou da frente deles e se colocou atrás, ficando entre o acampamento dos egípcios e o acampamento de Israel”. Desta vez, os objetos voadores estão representados através da analogia “anjo de Deus” que poderia estar se referindo a uma nave luminosa e “coluna de nuvem” que poderia ser uma nave coberta por fumaça, provavelmente, resultado dos seus propulsores.
Em Êxodo 40, 34-38, novamente temos a presença deste objeto voador, mas aqui com uma analogia à Glória de Javé: “Então a nuvem cobriu a tenda da reunião, e a glória de Iahweh encheu o santuário. Moisés não pôde entrar na tenda da reunião, porque a nuvem tinha pousado sobre ela e a glória de Iahweh enchia o santuário. Em todas as etapas da viagem, os filhos de Israel punham-se em movimento sempre que a nuvem se elevava acima do santuário. Mas se a nuvem não se elevava, também eles não partiam, enquanto ela não se elevasse. De dia, a nuvem de Iahweh pousava sobre o santuário, e de noite, dentro dele havia um fogo, que era visto por toda a casa de Israel, durante todo o tempo da viagem”.
Essa passagem descreve muito provavelmente o pouso de um um veículo aéreo sobre a tenda da reunião dos hebreus. Esta nuvem exercia o papel de guia para o povo hebreu até seu destino. Quando ela pousava, o povo descansava, e quando ela se elevava, os hebreus a seguiam. Uma nuvem com tal capacidade não seria simplesmente uma nuvem. Uma nuvem que parece responder a comandos e que se movimenta de forma não aleatória mas sim inteligente – desce, se eleva e segue um determinado rumo – claramente nos remete a um veículo aéreo sendo comandado por alguém. E à noite a nave iluminada ajudava a visão dos hebreus durante a viagem: “De dia, a nuvem de Iahweh pousava sobre o santuário, e de noite, dentro dele havia um fogo, que era visto por toda a casa de Israel, durante todo o tempo da viagem”.
Além do resultado dos propulsores, estas nuvens ou colunas de nuvens seriam na verdade uma analogia associada às características de movimento do objeto. Em Jeremias 4, 13, descreve-se um carro voador dizendo que ele se levanta como nuvens. Este talvez seja o motivo pelo qual os profetas relatavam coluna de nuvens, uma descrição metafórica dos carros voadores que se elevavam como nuvens. E por isso nomeavam estes veículos voadores de nuvens.
Em Reis 6, 15-17, vemos a aparição de vários carros de fogo – naves luminosas: “No dia seguinte, Eliseu levantou– se bem cedo e saiu. E eis que um batalhão cercava a cidade com cavalos e carros! Seu servo lhe disse: ‘Ai, meu senhor, como vamos fazer?’ ‘Não tenhas medo’, respondeu, ‘pois são mais numerosos os que estão conosco que os que estão com eles’. Eliseu orou dizendo: ‘Iahweh abre seus olhos para que veja!’ Iahweh abriu os olhos do servo e ele viu a montanha coberta de cavalos e carros de fogo em torno de Eliseu”.
É interessante observarmos que Eliseu foi encurralado na cidade por cavalos e carros, diferente dos cavalos e carros de fogo que estavam ao lado de Eliseu. A cidade estava cercada por carros a cavalos comuns. Contudo, não estava juntamente com um exército de cavalaria. Ele contava apenas com a companhia de seu servo. Sem dúvida estes carros de fogo que cobriam a montanha em torno dele não eram carros terrestres chefiados por Eliseu. Eram veículos aéreos e luminosos que foram enviados em auxílio de Eliseu. Há um trecho onde um destes mesmos carros de fogo havia anteriormente arrebatado – abduzido – Elias misteriosamente, conforme está em Reis, 2, 11–14: “E, enquanto estavam andando e conversando [Elias e Eliseu], apareceu um carro de fogo com cavalos de fogo, que os separou um do outro. E Elias subiu ao céu no redemoinho”. Portanto, estes carros de fogo não eram de origem terrestre e nem poderiam, eram veículos voadores.
No segundo livro de Macabeus 5, 1–4, vemos a descrição de uma misteriosa e intrigante guerra aérea:“Nesse tempo, Antíoco preparava sua segunda expedição contra o Egito. Aconteceu então que, durante quase quarenta dias, começaram a aparecer no ar, pela cidade inteira, cavaleiros vestidos de ouro, armados de lanças, organizados em pelotões e empunhando espadas. Viam– se brigadas de cavalaria em linha cerrada, ataques e contra– ataques de um lado e do outro, movimento de escudos, multidões de lanças, lançamentos de projéteis, faiscar de adornos dourados e todo tipo de couraças. Todos pediam para que essa aparição fosse de bom agouro”. Cavaleiros armados lutando no céu?
O segundo livro de Macabeus narra os acontecimentos que ocorreram na Judéia entre os anos de 175 e 161 a.C. Portanto nesta época não existia nenhum tipo de veículo aéreo terrestre. Isto descarta a possibilidade de que era uma luta entre os povos, até porque estes, estavam tomados de pavor por não saberem o que estava acontecendo, como nos mostra este trecho: “Todos pediam para que essa aparição fosse de bom agouro”. Então quem seriam esses cavaleiros dourados que lutavam no céu?
Há outras descrições de veículos aéreos, como em:
Números 12, 4–5: “Subitamente disse Javé a Moisés, a Aarão e a Maria: ‘Vinde, todos os três, à Tenda da Reunião’. Todos os três foram e Javé desceu numa coluna de nuvem e se deteve à entrada da Tenda”.
Êxodo, l6, 10: “Ora, quando Aarão falava a toda comunidade dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória de Javé apareceu na nuvem”.
Isaías 66, 15: “Com efeito Javé virá no fogo, com os seus carros de guerra, como um furacão (…)”
Zacarias 6, 1: “Levantei novamente os olhos e vi: Eis quatro carros que saíam dentre duas montanhas, e as montanhas eram montanhas de bronze”. Obviamente não se trata de que as montanhas eram literalmente de bronze, mas poderia ser muito bem uma base aérea destes “carros voadores”.
Jeremias 4, 13: “Eis que ele se levanta como nuvens, seus carros são como um furacão, seus cavalos são mais velozes do que águias”. É difícil de entender por quê a descrição de um carro que “se levanta como nuvens” e são “mais velozes do que águias” não pode ser o testemunho de um real veículo aéreo.
Os hebreus, tão acostumados a ver cavalos com carros – por ser o meio de transporte da época – certamente que para se referir aos veículos aéreos fizeram uma associação, uma analogia com o veículo de sua época, carros com cavalos, sendo desta forma que descreveram as naves. Eles descrevem estes cavalos e carros de fogo de forma diferente dos comuns carros puxados por cavalos, eles se elevam como nuvens, são como um furacão – talvez uma referência ao barulho emitido pelos propulsores – e são extremamente velozes, comparando-os com uma águia – única referência de velocidade que teriam. É evidente que em nossa cultura atual, usamos o termo nave pois possuímos naves aéreas e espaciais.
Equívocos recicláveis
Sendo assim, se avistarmos um veículo extraterrestre chamaríamos de nave em referência ao nosso próprio veículo de transporte, uma analogia que utilizaríamos para descrever estes veículos usando um termo conhecido por nós. Entretanto, os únicos veículos de transporte que haviam no passado eram os carros e cavalos e era com referência à eles que os profetas descreviam as naves extraterrestres. Portanto, expressões como carros de fogo – voadores – e coluna de nuvens são analogias às naves extraterrestres.
Conforme apresentado, dispomos de inúmeras evidências de que em nosso passado fomos contatados por seres de origem extraterrena. Os povos antigos tomaram as providências para deixar tudo devidamente registrado. Curiosamente tais registros, hoje, são desqualificados, ignorados e rotulados de fantasia por muitos, simplesmente porque fazem um julgamento preconceituoso. É até, de certa forma, compreensível a negação da existência de ETs por parte dos cientistas, até mesmo entre eles há divergências em suas teorias.
Não há um consenso entre os acadêmicos sobre a origem do homem, sobre a origem do universo, sobre os buracos negros, sobre a origem da vida, quanto mais sobre a existência de extraterrestres, julgada de forma tão descabida. Não há provas suficientes para as teorias científicas deixarem de ser teorias. No entanto, exigem provas colossais da existência de vida alienígena – desconsiderando os milhares de avistamentos, contatos abduções, fotos, vídeos e documentos – baseando-se em probabilidades deficientes, como as mínimas chances da vida ter surgindo em outro planeta com condições favoráveis por obra do acaso e a incapacidade de extraterrestres estarem nos visitando, desmerecendo suas tecnologias em valor comparativo das nossas atuais.
Ou seja, apenas porque não possuímos tecnologia de viagens interplanetárias ou interestelares, os extraterrestres também não possuem, pois fere as nossas leis da física atuais que não permitem viagens em velocidades próximas as da luz e, mesmo que seja possível, levaria-se centenas, talvez milhares de anos para chegarem a Terra.
Se formos julgar com os olhos de nosso atual estágio tecnológico certamente que seria verdade, entretanto, estão desconsiderando que a nossa vida talvez não tenha sido a primeira a surgir e, certamente, em alguns milhares de anos de evolução à nossa frente, os extraterrestres teriam superado suas limitações, teriam desenvolvido tecnologias nunca antes pensadas e leis completamente inusitadas, que muito provavelmente descobriremos num futuro não muito longínquo. Há pouco tempo era considerado improvável que o homem pudesse viajar a um outro planeta, hoje é uma hipótese considerável, o que dizer então daqui a vinte anos no futuro de como estará nosso desenvolvimento?
Os cientistas possuem inúmeros equívocos como, por exemplo, o do físico inglês que em 1900 afirmou que os raios X eram uma fraude. Dionysius Lardner, em 1823, afirmou que viagens de trem em “altas velocidades” (60 km/h) não eram possíveis, os passageiros impedidos de respirar morrerriam de asfixia. Ou como os biólogos James McGrath e Davor Solter, em artigo na revista Science de 1984, onde afirmaram que a clonagem de mamíferos era biologicamente impossível [Veja outros equívocos históricos em declarações e afirmações de cientistas clicando aqui].
Quem garante que os cientistas mais uma vez não estão cometendo um equívoco – igualmente absurdo – ao negarem oficialmente a existência de vida extraterrestre? O que parece ser impossível hoje, pode ser um fato verdadeiro amanhã. Basta olharmos para o passado, para o presente e coletar todas as evidências incontestáveis de que sim, eles existem, nos visitam e já nos visitaram, como deuses aos olhos dos antigos. É equivocada aquela famosa frase do seriado Arquivo X onde diz que a verdade está lá fora. Pelo contrário, a verdade está bem aqui dentro, e no passado ela é a chave para o entendimento do presente e futuro.
Texto por Rogério S. Rodrigues
Adaptação por Paulo Poian
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Discernimento Consciencial X Devaneios Apocalípticos
Profecias funestas e involutivas, do medo e desinteligência.
Há muitos grupos esperando supostas mensagens dos seres do espaço (e o nome de Ashtar Sheran já virou “franquia espacial”), mas que não prestam atenção na vida que passa. É o pessoal que “viaja na maionese psíquica”, sempre procurando uma fuga da realidade e usando sua suposta motivação ufológica para devaneios misticóides ou apocalípticos.
Alguns grupos esperam algum asteróide chupão para separar o joio do trigo (e eles sempre se julgam o trigo, e o resto da humanidade é o joio); outros esperam que os extraterrestres baixem por aqui só para salvar o seu grupinho do fim do mundo (ou seja, morrem de medo de morrer e se acham escolhidos de alguma coisa); e outros citam o apocalipse bíblico ou algum outro calendário catastrófico para justificar suas profecias funestas, esquecendo do aqui e agora da vida – e qual calendário, desse ou daquele povo, poderá transformar alguém imaturo em sábio? Ou mesmo regular absolutamente o destino da humanidade, já que o tempo é relativo?
Ou seja, essas pessoas e grupos – que sempre esperam a salvação vir de fora e nunca a evolução de sua consciência por dentro, pelo próprio esforço e ampliação da lucidez e do bom senso – estão falando de catástrofes e asteróides chupões, mas não prestam atenção nos asteróides emocionais que já estão causando a destruição de sua inteligência, por dentro do universo de si mesmos, que eles nunca olham.
Sim, há diversos asteróides viajando dentro delas: são os seus pensamentos negativos, os seus devaneios egóicos de se acharem escolhidos da nova era e as suas emoções cheias de medo. A maior catástrofe já está dentro delas mesmas: não conhecem as estrelas de seu próprio universo interior. Por isso, procuram fora, tentando preencher o vazio consciencial de dentro.
“Implosão” de si mesmos
Se ocorrer alguma coisa séria no mundo, e daí? Ninguém morre mesmo! Então, por que muitas pessoas que militam nesses estudos ficam falando de profecias mortais e não de vida e imortalidade?
A conclusão é óbvia: esse pessoal não tem certeza da própria imortalidade. Pois, se tivessem, dariam uma banana para isso tudo!
E outra coisa: paraíso e inferno são estados de consciência internos. São portáteis: cada um carrega o seu por dentro. Logo, para qual paraíso externo alguém seria arrebatado por ETs? E os que estão com medo disso ou daquilo, já não estão no inferno de suas dúvidas e aflições?
Alguns falam que a Terra sairá de órbita, mas eles mesmos já estão fora de órbita… perdidos no espaço de si mesmos, cheios de asteróides, profecias e medos.
Outros tremem de medo de espíritos, que são desencarnados daqui mesmo, gente nossa, que apenas mora em outros planos de manifestação. E daí eu pergunto:
- Também não teriam medo de ETs, que são gente de fora?
E pergunto mais, usando o discernimento para isso:
- Que calendário poderá mandar na minha consciência?
- Se eu não for feliz, por dentro, que ser de fora poderá me fazer feliz?
- Seja o ET (Ashtar Sheran ou qualquer outro), o anjo, o guia espiritual, o mestre tal, o avatar da nova era, Buda ou Jesus, quem poderá viver por mim? Quem poderá passar pelas experiências que preciso para amadurecer? Quem poderá andar ou evoluir em meu lugar? Eles podem até ajudar, iluminando nossa jornada, mas jamais caminharão por nós, nem retirarão as provas da senda, pois são elas que testam nossa têmpera e qualidade de ser.
- Se um portal de luz se abrir, mas a consciência não se abrir, por sintonia de objetivos, de que isso adiantará?
- Se a pessoa tem medo, então já há um portal aberto dentro dela mesma: é o portal do temor. Então, por que ela não fecha esse portal de dentro, em lugar de esperar algum poder superior abrir um portal luminoso por fora? E que sintonia haveria entre o seu portal medroso e o portal celeste lá de cima?
- Fala-se muito por aí em transição planetária e abertura de portais celestes. Porém, eu pergunto: transição é transformação. O ser humano está sujeito a muitas experiências e quebras de paradigmas a todo momento. Logo, cada experiência, quando acompanhada de quebra de paradigmas antigos e estagnados, já não é uma transição? E precisa de portal para isso, não basta a própria inteligência e sensibilidade?
Estamos todos nós em transição constante. Cada dia é um novo dia, cheio de oportunidades de crescimento, por aqui mesmo, na boa e velha Terra. Cada dia é um recomeço. Cada coração é um portal do Divino, pois o Todo está em tudo!
Matéria é energia condensada e energia é matéria em estado radiante. Logo, tudo é energia em graus variados de densidade. Tudo é energia. Ou, como os antigos iniciados herméticos ensinavam: “Tudo é luz!”
Evolução na involução
Portanto, alguém feliz já tem um portal aberto em si mesmo: é o portal da alegria. E se tem certeza da própria imortalidade (e de todos, também), então só aumenta o motivo dessa alegria. E portando algo assim dentro do próprio coração, como poderia ter medo do futuro, seja ele qual for? Como poderia falar de fim de alguma coisa, sabendo que nada tem fim, nada morre?
O futuro está em aberto, sempre relativo, e depende do que fizermos no presente, pois não há efeito sem causa. O passado é absoluto, já era, não muda. Mas o amanhã está sendo construído agora mesmo, em cada pensamento que engendramos, em cada atitude que tomamos. Por isso, o momento atual é chamado de presente. Sim, é um presente mesmo, pois é nele que podemos corrigir os erros (com as lições aprendidas do passado, jamais com auto-culpa, que prende a pessoa ao passado, jamais com medo de ser feliz) e arquitetarmos um futuro melhor, por discernimento e sentimentos melhores.
Com ou sem asteróide, com ou sem portal, com Ashtar Sheran, Buda, ou Jesus, ou sem eles, todos nós precisamos aprender muito, independentemente de qualquer causa fora de nós mesmos. Isso é básico! É óbvio! Precisamos crescer! Vamos evoluir!
Se o ET, o mestre ou guru de alguém disse isso ou aquilo, não importa! Com eles ou sem eles, precisamos crescer muito. E temos o “Todo” dentro de nossos corações.
Não existe raça ou ser humano escolhido por poderes celestes: todos somos irmãos; todos somos energia; todos somos luz!
Terrestre é só o corpo físico, que nasce, cresce e morre na Terra. O espírito pertence às estrelas, de onde, talvez, venham os ETs, também nossos irmãos, pois são expressões do mesmo Todo que está tudo.
Se vem asteróide, por fora, pouco importa. Estou bem por dentro, para qualquer situação. Se o mundo vai acabar algum dia, eu não sei! Só sei que eu não acabo, nem hoje ou amanhã. Sou eterno por natureza, em espírito. Eu sei disso, e não posso provar para os outros, mas estou tranqüilo! A certeza disso em mim já me basta para não ter medo de ser feliz, aqui e agora, e amanhã também, com corpo denso ou sutil, na Terra ou algures… sempre bem comigo mesmo, sempre lúcido na senda evolutiva, sempre com o coração e na mente abertos a tudo o que for positivo e voltado para o bem comum da humanidade como um todo.
Que alegria! Não sou guru nem discípulo de nada. Não sou escolhido de poder algum, pois carrego um monte de defeitos e ainda vou errar muito por aí. Contudo, mesmo assim, já estou contente com o que o pouco de discernimento que tenho já me mostrou da vida, nesse e em outros planos. Já me basta o amor que carrego no coração.
Esse mesmo amor que move os ETs, os anjos, os mestres, os avatares e a todas as pessoas, mesmo que elas não o percebam conscientemente. Esse mesmo amor que inspira a viver, amar, aprender, sorrir e seguir…
Paz e Luz, para todos, sem distinção de raça ou credo, terrestres e extraterrestres, encarnados e desencarnados, pois o Todo está em tudo, e em todos. Sejamos felizes, mesmo que os outros não entendam o porque. Somos luz! Na Terra, ou em qualquer outro lugar onde a vida nos colocar, não façamos por menos: somos consciências imortais. E basta saber isso para ser feliz.
Penso que é isso que uma consciência evoluída diria aos homens da Terra, seja ela chamada de Ashtar Sheran, irmão do espaço ou comandante sei lá do que…
Concluo estas reflexões, citando um ensinamento maravilhoso da sabedoria hermética, que tem servido de base para muitas coisas que penso e escrevo:
“O inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.” — Hermes Trismegistro, In “Corpus Hermeticus” – Antigo Egito.
Por Wagner Borges, do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (IPPB) e consultor da Revista UFO
Paulo Poian - colaborador de Exopolitics Brazil
http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian/
29/Set/2011
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As sete fases para o contato com outras civilizações
Modus operandi dos seres extraterrestres pode ser melhor compreendido a partir destas ‘regrinhas’ de contato feitas pelos próprios humanos, numa época em que o acobertamento e estratégia de ridicularização ainda não dominavam completamente o assunto.
Há mais de 50 anos, uma cartilha sobre boas maneiras e ética espacial era colocada sobre a mesa da elite científica da área.
Ainda em 1960, numa sala de conferências do Pentágono, foi divulgado um comunicado especial relativo aos programas de viagens espaciais norte-americanas. Surpresa e curiosidade tomaram conta de muitos presentes, pois, naqueles tempos, ainda não existia um verdadeiro programa espacial – a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) tinha sido inaugurada em 1958.
Foi ministrada, então, uma conferência, com instruções dadas por dois oficiais da Marinha e por um do Exército, onde houve a exposição de um programa restrito sobre a conduta a seguir caso encontrássemos outro planeta povoado por seres racionais durante a jornada cósmica humana que estava prestes a se iniciar através dos programas espaciais.
Em nenhum momento da sessão se fez qualquer referência àquilo que chamavam de discos voadores ou o Fenômeno UFO, mas parecia que era justamente a esse respeito que os conferencistas tinham procurado falar, como se tentassem nos preparar para uma exposição futura do problema dos UFOs. Vejamos o programa objeto, com suas etapas:
Fase 1 - Estaria dedicada ao estudo preliminar desse programa, sendo levada a cabo antes de saber se o planeta em questão estava ou não habitado e consistiria numa paciente e prudente observação, feita a uma distância que pudesse ser considerada como fora de qualquer risco. Se o planeta possuísse satélites, seriam conscienciosamente examinados, a fim de estudar a eventualidade de uma possível instalação de bases telescópicas que permitissem estudá-lo e descobrir a existência de qualquer forma de vida organizada.
Fase 2 - Consistiria, em princípio, numa minuciosa observação do planeta a uma distância reduzida, empregando instrumentos do tipo sonda. Faríamos fotografias, recolheríamos amostras atmosféricas e determinaríamos a natureza e importância dos centros de civilização, se fosse encontrado algum.
Fase 3 - Se, com os resultados revelados pelos instrumentos de sondagem utilizados na fase anterior, parecesse justificada a realização de estudos mais profundos, este tipo inicial de equipamento seria substituído por outro de maior capacidade de operação, mais precisão nos informes e, o que é mais importante, tripulado. Deste modo seria possível estudar – sob um método de comparação com as características dos nossos próprios veículos – a capacidade de ação dos veículos utilizados pelos habitantes do planeta, medindo sua velocidade, definindo o tipo de propulsão e a capacidade de manobra e operacionalidade concedida por esses veículos.
Fase 4 - Esta fase do programa já passa a implic?ar certo risco. Nela, os aparelhos pilotados por homens aproximam-se ainda mais do planeta, para tentar saber se as criaturas que o habitam são hostis e, em caso afirmativo, em que grau e quais os meios disponíveis para manutenção dessa hostilidade. Procurar-se-ia também determinar a localização dos seus radares e centros militares de envergadura.
Fase 5 - Deveria consistir em breves incursões a lugares isolados, com o objetivo de obter espécimes de plantas, de animais e, se possível, até mesmo algumas amostras de seres inteligentes do planeta.
Fase 6 - Nela se efetuariam vôos e aterrissagens sistemáticas, sempre voando a alturas muito baixas, mas procurando manter os aparelhos e respectivas tripulações fora do alcance das armas destrutivas do planeta. Estas manobras de aproximação seriam realizadas naqueles pontos em que fosse possível observar e ser observado pelo maior número de espectadores. Se prosseguisse com êxito, esta fase serviria para demonstrar aos nativos a nossa completa falta de hostilidade.
Fase 7 - Denominada pelos conferencistas de “fase de plenos contatos”, seria o ponto final de todo um programa cuidadosamente elaborado, planejado e executado. O contato se efetuaria apenas no caso de já existirem suficientes e fundadas razões para acreditar que não poderia originar um desastre ou prejuízo irreparável para qualquer das duas raças. Uma só razão em contrário seria bastante para a proibição taxativa do empreendimento da fase sete, mesmo quando os resultados de todas as seis etapas anteriores pudessem indicar que a última era materialmente realizável.
Bem mais do que familiar e coincidente
Ora, mas quem se utiliza destas etapas, às vezes todas ao mesmo tempo, não são os UFOs e seus tripulantes? Levam-nas a efeito de forma simultânea, e em determinados momentos parece haver predominância de algumas sobre as outras.
Teria sido apenas mais um deslize por parte dos militares ou realmente estavam tentando transmitir informações de suma importância para uma compreensão inicial do fenômeno?
Se analisarmos as décadas de 50 e 60, veremos que muitos sábios e cientistas de grande prestígio mundial, autoridades e?m questões de física, astronomia, astronáutica etc, afirmavam que o tema dos UFOs era real e constituía um problema de relevância internacional, sendo, inclusive, citados abertamente como de origem extraterrestre pelas Forças Armadas de inúmeros países.
Apenas para exemplificar, ainda em 1952, anos antes do lançamento do Sputnik, o astrônomo Clyde Tombaugh (descobridor do ex-planeta Plutão) era diretor de um programa cuja finalidade já era seguir e estudar certos objetos desconhecidos que gravitavam em torno da Terra.
Na verdade, parece que a partir de certo momento, alguns indivíduos resolveram implantar o sigilo e o acobertamento, transformando pesquisas e indícios irrefutáveis – assinaladas por alguns dos melhores homens da ciência mundial e até por militares – em brincadeiras de mau gosto de desocupados ou malucos, sem a menor possibilidade de crédito, colocando a Ufologia num divã de psicanálise e sob cuidados psiquiátricos, rapidamente inibindo, amordaçando e afugentando as pessoas sérias de debates abertos sobre o tema.
Estes tipos de atitudes nos impuseram a ignorância e o isolamento cósmico. Imaginem se os governos mundiais desta época tivessem assumido e mantido publicamente a realidade extraterrestre. Faltou coragem.
Quantas excelentes pesquisas, quantas oportunidades de colaboração em trabalhos conjuntos entre civis e militares para desmistificações de nossos reais valores e responsabilidades como integrantes de algo muito maior do que simples fronteiras imaginárias entre países. Fomos privados de tudo isso em nome de uma ideologia falida, que não trouxe respostas a ninguém (nem mesmo aos próprios acobertadores) e hoje permanece pendurada, à beira do precipício, prestes a desabar a qualquer momento, justamente sobre as cabeças daqueles que iniciaram esse marasmo doentio.
Enquanto isso, ficamos nos perguntando quando acontecerá o tão esperado e sonhado contato final com as civilizações extraterrestres, como serão os ensinamentos e a troca de informações. Mas parece que algo não deu certo na Fase 7 [Uma só razão em contrário seria bastante para a proibição taxativa do empreendimento da fase sete, mesmo quando os resultados de todas as seis etapas anteriores pudessem indicar que a última era materialmente realizável] e esse “algo” somos nós!
E apenas nós mesmos poderemos aperfeiçoar isso…
Bibliografia:
Os Discos Voadores – Haverá Guerra entre os Mundos? [Editorial de Vecchi, 1979]
Paulo Poian – colaborador de Exopolitics Brazil
http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian/
14/Ago/2011
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Procuramos por vida alienígena, mas sob a nossa imagem e semelhança…
A idéia de darwinismo universal não tem nada a ver com a ‘evolução’ de galáxias ou estrelas. Certamente a vida em outros planetas pode ser muito distinta do que concebemos hoje em dia.
“Os cientistas, portanto, estão acostumados a lidar com a dúvida e a incerteza. Todo conhecimento científico é incerto. Essa experiência com a dúvida e a incerteza é importante. Eu acredito que ela é de grande valor e se estende além das ciências. Eu acredito que para se resolver qualquer problema nunca resolvido antes, você tem que deixar a porta para o desconhecido entreaberta.” — Richard Feynman em The Meaning of It All (1998, p. 27)
Em uma recente discussão na universidade, uma estudante de graduação em biologia e pesquisadora em astrobiologia, perguntou:
“Ao contrário das estrelas, que ainda nascem o tempo todo, as galáxias estão todas na primeira e única geração e com a mesma idade. Embora tenham colidido, fundido, fragmentando-se e se metamorfoseado em novas formas e cores, nenhuma nova galáxia nasceu desde que o cosmos era bebê. Nesse sentido (…) podemos extrapolar o darwinismo universal [e, conseqüentemente a idéia de seleção natural] à formação de estrelas e galáxias?”
Desde a publicação do On the Origin of Species by Means of Natural Selection por Charles Darwin, em 1859, uma série de autores têm tentado aplicar aspectos da teoria da evolução para explicar outros fenômenos naturais e sociais fora do espectro biológico propriamente dito. De estrelas e galáxias, passando pela economia, sociologia, antropologia e pela física das partículas elementares, é muito fácil encontrar os termos darwinismo e evolução fora de periódicos e livros dedicados às ciências biológicas.
Seria isso uma evidência inquestionável do darwinismo universal, nos termos discutidos pelo biológico evolucionista Richard Dawkins em 1983? Considerada a questão de relance, essa poderia mesmo ser uma demonstração clara da pujança e do alto poder explanatório da teoria evolutiva. No entanto, ao analisarmos sob a lupa, fica claro o abuso intrínseco a essas extrapolações.
A idéia de darwinismo universal não tem nada a ver com a ‘evolução’ de galáxias ou estrelas. A universalidade, no caso, não significa que se pode aplicar o darwinismo para compreender qualquer processo ou sistema que mude com o tempo. Ele, na verdade, é uma resposta à conjectura “Se existe vida em outros lugares do universo, esses organismos evoluem como evoluem os seres vivos da Terra?”. Para se falar em evolução, no sentido biológico (que é aquele discutido por Darwin e Dawkins), é necessário considerar a existência de reprodução e metabolismo.
O que Dawkins e outros autores defendem é que, se existe vida em qualquer lugar do universo, esses organismos sofrem pressões seletivas, devendo haver mudanças na sua constituição genética (independentemente de ser DNA, RNA, PNA ou qualquer outra molécula que carregue informação de uma geração para outra). Tais variações pré-existentes são fundamentais para a possibilidade de reprodução diferencial, isto é, seleção natural.
Segundo o filósofo Carl Emmeche (apud Darling, 2001, p. 10):
“É altamente concebível que toda a vida no universo evolui por um tipo de seleção darwiniana de interatores, cujas propriedades são em parte especificadas por um estoque de informações que pode ser replicado… A própria noção de seleção natural e replicação… parece ser específica para entidades biológicas… Essa definição é simples, elegante, geral, e cristaliza nossas idéias de um mecanismo geral da criação de sistemas vivos em uma perspectiva evolutiva.”
Qual o mecanismo de informação de uma estrela? Ela tem DNA, RNA, PNA…? Estrelas só “evoluem” no sentido de mudança, não no sentido biológico. Utilizar o raciocínio evolutivo a qualquer coisa equivale, em termos de confiabilidade e relevância científica, a aplicar física quântica para explicar o comportamento humano, como celebrizado no filme Quem somos nós [What the bleep do we know], de 2004, ou nas montanhas de bobagens esotéricas dos últimos anos que pretensamente utilizam conceitos de hard science, mas que, de fato, extrapolam os resultados de pesquisas científicas muito além do contexto no qual haviam sido postulados inicialmente – para uma leitura instigante sobre abusos das ciências enfatizando a filosofia pós-moderna, leia Imposturas Intelectuais, de Alan Sokal e Jean Bricmont (2010).
Para Dawkins (1983):
“A perspectiva universal me leva a ressaltar a distinção entre o que pode ser chamado ‘seleção uma única vez’ [tradução livre para one-off selection] e ‘seleção cumulativa’. A ordem no mundo não-vivo pode resultar de processos descritos como um tipo rudimentar de seleção. Os seixos à beira-mar são organizados pelas ondas, de forma que os grandes seixos acabam se dispondo em camadas separadas dos menores. Podemos considerar isso um exemplo de seleção de uma configuração estável a partir de uma maior desordem aleatória inicial.
O mesmo pode ser dito dos padrões orbitais ‘harmoniosos’ dos planetas ao redor das estrelas, dos elétrons em torno dos núcleos, dos formatos dos cristais, bolhas, das gotículas e até mesmo da dimensionalidade do universo em que nos encontramos (…) Mas isso é ‘seleção uma única vez’. Ela não dá origem à evolução contínua porque não há replicação nem sucessão de gerações. Adaptação complexa requer muitas gerações de seleção cumulativa, sendo a mudança de cada geração construída a partir do que havia antes. Na ‘seleção uma única vez’, um estado estável se desenvolve e é mantido. Ele não se multiplica ou gera prole.
Na vida, a seleção que acontece em uma geração é ‘seleção uma única vez’ análoga à organização dos seixos na praia. A característica peculiar da vida é que gerações sucessivas de tal seleção desenvolvem, progressiva e cumulativamente, estruturas que são eventualmente complexas o suficiente para criar a forte ilusão de design. ‘Seleção uma única vez’ é um lugar comum da física, e não pode originar complexidade adaptativa. Seleção cumulativa é a marca registrada da biologia e é, eu acredito, a força subjacente a toda complexidade adaptativa.”
No mesmo artigo, Dawkins pondera sobre o fator limitante para a vida no universo. Na opinião dele, “se uma forma de vida apresenta complexidade adaptativa, ela deve possuir um mecanismo evolutivo capaz de gerar complexidade adaptativa. Independentemente de quais sejam esses mecanismos evolutivos, se alguma generalização puder ser feita sobre a vida no universo, eu aposto que ela sempre será reconhecida como vida darwiniana”.
“Biosfera sombria”
Muitos podem discordar da visão de Dawkins. Sim, certamente a vida em outros planetas pode ser muito distinta do que concebemos hoje em dia. Nas palavras do físico e astrônomo David Darling (2001, p. 12), “a vida em outros lugares pode ser tão estranha que, se basearmos nossas expectativas muito rigidamente em padrões terrestres, nós talvez tenhamos problemas em reconhecê-la”. No entanto, ele continua (p.13, o grifo é dele), “A abordagem adotada pela comunidade científica é simples, direta e prática: procurar pelo tipo de vida que conhecemos, com possíveis adaptações para diferentes ambientes”.
Ou seja: se podemos identificar vida em outros planetas, ela deve estar dentro dos limites que definimos como vida, certo? Se sim, podemos dizer que, dada a existência de vida alienígena (uma vez que fomos capazes de identificar um organismo extraterrestre como tal), ela evolui da mesma forma que algo na Terra. Isso não significa, porém, que coisas completamente diferentes do que consideramos a priori não possam existir. Mas, se existirem, como conseguiremos dizer que são vivos, se não se encaixam na nossa definição pré-estabelecida?
No geral, o que fazemos é extrapolar nossa biologia para o universo. Mesmo que outras biologias existam, por mais que estejam debaixo dos nossos narizes, provavelmente não temos (ainda) a competência para identificá-las. A não ser, obviamente, que estendamos nossos conceitos, para que sejamos capazes de desvendar formas alternativas de vida (alienígenas), talvez presentes mesmo no nosso planeta, na chamada “biosfera sombria”.
A busca por uma conexão íntima entre a origem da vida na Terra e o cosmos pode ser o início de uma “teoria geral da biologia, uma estrutura de conceitos que sustentaria o desenvolvimento da vida onde quer que ela exista” (Darling, 2001, p. xiii). Essa conexão cósmica “não apenas ajudaria a explicar alguns dos problemas mais agudos da nossa Biologia e a extrema velocidade com que a vida se disseminou aqui. Ela também sugeriria que outras formas de vida no universo poderiam compartilhar muito da mesma base química” (Darling, 2001, p. 50).
A vida, o universo e tudo mais
É claro que não podemos ser arrogantes a ponto de considerar que chegaremos de fato a responder quais são as condições para a vida em todo o universo. Ainda desconhecemos muito do nosso próprio planeta! Astrobiologia é sobre saber se podemos extrapolar as condições que reconhecemos como essenciais para a existência de vida para o restante do universo. Precisamos aceitar a limitação de que só podemos identificar o que podemos identificar… A astrobiologia não vai ser capaz de dizer, de forma peremptória, como aparece a vida em qualquer parte do cosmos. Vai apenas criar possibilidades, metodologias e técnicas para saber se, fora da Terra, existem formas de vida como dentro da Terra (ou pelos como concebíveis pela nossa espécie).
Mesmo a tentativa de extrapolar a nossa biologia para o resto do universo é extraordinariamente válida e interessante. É uma questão crucial e com implicações sociais e filosóficas gigantescas. Mas temos que ter a dimensão exata da nossa ignorância e da nossa condição diminuta frente ao cosmos. É o que o físico prêmio Nobel Richard Feynman dizia. “A imaginação da natureza é muito, muito maior que a imaginação do homem. Todos que não tiverem ao menos uma idéia vaga dessa observação não poderem nem imaginar quão maravilhosa a natureza é” (Feynman, 1998, p. 10).
Essa não é uma “visão utilitarista” da ciência, como alguns podem pensar. Penso na ciência como um conjunto de ferramentas e visões de mundo que desenvolvemos para compreender a vida, o universo e tudo mais. Penso, no entanto, que é dever dos cientistas conhecer suas limitações e o escopo do seu trabalho, por mais amplo que seja, sempre buscando extrapolar sua perspectiva circunscrita para fazer avançar o conhecimento. Ainda nas palavras de Feynman (1998, p. 24), “(…) as extrapolações são as únicas coisas que tem algum valor [científico] real”.
Partir do pressuposto que vamos conseguir todas as respostas e que já temos condições de chegar a elas me parece uma grande presunção (esse foi o erro da Física do final do século XIX, pouco antes do aparecimento da teoria da relatividade e da física quântica).
Para o paleontólogo e evolucionista Stephen Jay Gould (1987, p. 19):
“É importante que nós, cientistas atuantes, combatamos esses mitos da nossa profissão que a colocam como algo superior e à parte. (…) a longo prazo, a ciência só poderá vir a ser prejudicada por sua autoproclamada distinção como um sacerdócio capaz de preservar um rito sagrado conhecido como o método científico. A ciência é acessível a todos os seres pensantes porque aplica os instrumentos universais do intelecto aquilo que é o seu material distintivo. Entender a ciência – e nem seria preciso repetir a litania – torna-se cada vez mais crucial num mundo de biotecnologia, computadores e bombas.”
Conviver com as incertezas, nunca perder o “senso de maravilhamento” perante o universo e observar (mas nem tanto) o rigor da formalização são premissas da ciência válidas para qualquer um que queira compreender a natureza e suas idiossincrasias.
Paulo Poian – colaborador de Exopolitics Brazil
http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian/
23/Jul/2011
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Dúvidas e Indagações na Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI)
Questões intrigantes, mas necessárias
Antes de iniciar o artigo, este autor gostaria de deixar bem claro o respeito e admiração pelos profissionais, pesquisadores, cientistas e colaboradores, que lutam bravamente pela continuidade do programa Search for Extraterrestrial Intelligence [Busca por Inteligência Extraterrestre, SETI], entre as dificuldades que vão da falta de verbas, patrocínio até desestimulações por parte de governos.
Compreendo seus valores, reconheço a seriedade e responsabilidade dos grupos espalhados pelo globo, suas ramificações, em atividade ou não, como a Search for Extraterrestrial Radio Emissions from Nearby Developed Intelligent Populations[Busca de Emissões de Rádio Extraterrestre nas Proximidades que Desenvolveu Populações Inteligentes, Serendip], projetos the Million-channel Extraterrestreial Assay [Ensaio dos Milhões de canais Extraterrestres, META] e the Billion-channel Extraterrestrial Assay [Ensaio dos Bilhões de canais Extraterrestres, BETA], Argus, SETI at Home [SETI@home], Projeto Phoenix etc. Também a importância dos milhares de internautas e pesquisadores autônomos amadores voluntários. Peço desculpas antecipadas pelas dúvidas, indagações, críticas e, por gentileza, não generalizar as palavras cientistas egovernantes, aos quais são endereçadas as interrogações.
As chamadas “interferências”
Estamos habituados em falar na Ufologia, vez por outra, sobre o programa de Busca de Vida Extraterrestre ou Busca por Inteligência Extraterrestre, o SETI. Podemos até fazer parte dele, com nossos micros caseiros, sendo que o computador envolvido em uma detecção positiva de vida extraterrestre terá seu nome listado nos resultados como co-descobridor e seu dono ficará gravado definitivamente na história da humanidade.
Porém, será que esse contato radioastronômico já não pode ter acontecido, mesmo que desapercebidamente? E se a resposta for afirmativa, neste âmbito também existe algum tipo de acobertamento? Muito foi escrito, a literatura especializada é farta [Veja edição UFO Especial 37] e são numerosas as afirmações e teorias, sendo que algumas foram desmentidas ou negadas pela própria realidade posterior. Vamos em busca de fatos e pistas que nos levem a conjecturas:
1889 - O brilhante Nicola Tesla captava sinais sonoros que, segundo sua interpretação, eram emitidos de acordo com um tema ou motivo central, deduzindo que se tratavam de sinais provenientes de inteligências humanas, mas não aqui da Terra;
1932 - Karl G. Jansky, um dos fundadores da radioastronomia e colaborador da poderosa Bell Labs, ouvia emissões radioelétricas procedentes da Via Láctea, aumentando as expectativas;
1956 - John D. Kraus registrou sinais vindos de Vênus, com características parecidas com as emissões feitas pelas estações terrestres de radiodifusão;
1953 - Um acontecimento que ainda não foi possível esclarecer inteiramente: de 14 à 17 de setembro, milhares de telespectadores britânicos viram aparecer sobre suas telas uma seqüência que não estava em qualquer canal e que perturbava as suas programações favoritas. Uma chuva de protestos caiu sobre a BBC, onde todos estavam igualmente surpresos, já que o programa tinha sido transmitido tecnicamente com toda normalidade. Os potentes sinais que apagavam as emissões locais mostraram-se com o indicativo e a sigla do emissor norte-americano de Klee, em Houston (Texas).
A coisa complicou-se quando foi divulgado que a estação transmissora de Klee tinha simplesmente deixado de existir e, portanto, também de emitir, desde 1950. Investigações conjuntas da BBC e da NBC terminaram da mesma forma. Era impossível que as ondas portadoras tivessem voltado à Terra durante apenas três anos (isso demoraria décadas). Não poderiam ter refletido por casualidade sobre um objeto celeste e também não se tratava de uma brincadeira de mau gosto, já que o seu autor, além de arcar com uma multa elevadíssima, necessitaria de um grau de conhecimento científico fora dos padrões existentes na época.
Alguém ou alguma coisa teria captado em algum ponto do espaço as nossas emissões, devolvendo-as com a finalidade de indicar a sua presença? Essa parece ter sido a opinião do matemático e físico australiano Ronald N. Bracewell, que depois de ter examinado detalhadamente o evento e comparando-o com outros de similares conseqüências, publicou uma série de estudos técnicos bastante interessantes, entre os quais figurava um intitulado A Recepção das Comunicações Procedentes de Coletividades Galácticas Superiores[Communications from Superior Galactic Communities, Nature, 1960].
Bracewell era diretor de investigação científica em matéria de radiotécnica do governo australiano. McGowan, que foi responsável técnico pelo arsenal de foguetes e mísseis Redstone, ficou inteiramente convencido de que inteligências externas começavam a se mostrar. O astrônomo britânico Fred Hoyle corroborava essa opinião ao escrever que estava “convencido de que existe uma compilação de informações recolhidas em algo que eu denominaria de ‘biblioteca galáctica’. Nós terminaremos também contribuindo com a nossa parte para aquilo que me compraz imaginar como a cultura galáctica”;
1960 - Alguns eruditos soviéticos (atual Rússia) e de vários outros países captaram fragmentos de sinais de rádio de procedência distante, provavelmente da estrela CTA-102 (um quasar). Ficou deduzido que procediam de uma civilização extraterrestre, devido aos fluxos e refluxos totalmente regulares, diferentes de radiações naturais que apresentam ritmo desordenado. Isso num informe do cientista Nicolai Kardashev, publicado em 1964, posteriormente sendo considerada como um dos grandes alarmes falsos na história do SETI. Kardashev é nada menos que o autor da escala de civilizações batizada com seu nome, de 1964;
1964 - A mesma zona cósmica apontou uma elevação sensível e inteiramente anormal de energia radiante, que tornou a se repetir cerca de 100 dias depois, levando os astrônomos Iosif Shklovsky e Scholomitski a compartilharem a opinião emitida pelo ilustre colega. Na mesma época, captaram-se em Princeton mensagens procedentes de Júpiter. Shklovsky foi autor da obra Universe, Life, Intelligence [Universo, Vida, Inteligência, Academia Russa de Ciências, 1962], revisada e ampliada com tradução ao inglês em co-autoria com Carl Sagan, publicada em 1966, sob o nome de Intelligent Life in the Universe [Vida Inteligente no Universo, Holden-Day].
Questões intrigantes, mas necessárias
Nos EUA, estimulavam-se todos os esforços científicos encaminhados a busca desses tipos de contatos radiofônicos com outros pontos do universo. Em 1960, Frank Drake interrogou o espaço, num projeto chamado OZMA, dirigindo suas emissões à estrela Tau Ceti, com o radiotelescópio de Green Bank. Recebeu sinais bastante interessantes e repetiu a mesma transmissão em 1964 com uma antena parabólica de 300 metros de diâmetro, localizada em Arecibo(Porto Rico) – início do Projeto SETI.
No entanto, seus dirigentes preferiram guardar o mais absoluto sigilo sobre os resultados obtidos pela experiência. Ainda no ano de 1964, a mesma zona cósmica apontou uma elevação sensível e inteiramente anormal de energia radiante, que tornou a se repetir cerca de 100 dias depois. Posteriormente, o mais famoso caso veio em 1977, com o sinal Wow!.
Citando alguns eventos, verificamos quantas dúvidas e incertezas nos cercam até hoje, também com a radioastronomia. Atualmente, explicam esses acontecimentos como sendo interferências e nada mais, descartando-se a possibilidade de uma reavaliação desses sinais – devem estar gravados e arquivados em algum lugar, assim como há pouco tempo descobriram um exoplaneta nos arquivos do telescópio Hubble. Poderia haver alguma mensagem inteligente entrelaçada, misturada à estas “perturbações sonoras”?
Distância e divulgação
Nunca recebemos neste campo, do SETI, um sinal ou resposta de inteligências comprovadamente extraterrestres ou, se ocorrera, nossa ‘tecnologia de ponta’ não conseguiu traduzir. Seria como um brasileiro conversando por telefone com um chinês. Quanto tempo seria necessário para conseguir um entendimento aceitável? Mesmo supondo que esses seres se parecessem conosco, já vimos em várias outras matérias que provavelmente os comportamentos seriam diferentes e, claro, os idiomas ou meios de comunicação também. Detectar uma mensagem alienígena é uma coisa, compreender e responder é outra.
Temos também o fator distância, onde, por exemplo, se recebêssemos uma mensagem oriunda de um planeta localizado a 70 anos-luz da Terra e respondêssemos rapidamente, demorariam outros 70 anos para aquela civilização receber nossa resposta, num total de aproximadamente 210 anos para completarmos apenas um ciclo de troca de “alôs”.
A primeira e única transmissão do SETI foi feita em 1974 [Mensagem de Arecibo], em direção ao aglomerado de Hércules (M13), a cerca de 26 mil anos-luz de distância e, segundo pesquisadores da Busca por Inteligência Extraterrestre, uma resposta não pode ser esperada num prazo inferior a 52 mil anos!
Depois disso, protocolos internacionais [Um deles acessível clicando aqui] proibiram qualquer tipo de transmissão visando comunicação com ETs, além de rigorosas normas que determinam como os pesquisadores devem agir no momento da captura de algum sinal suspeito, onde, depois de uma série de análises e procedimentos, a divulgação (ou não) ao mundo ficará sob o consenso de cientistas e governantes de todo o planeta.
Ou seja, a decisão final estará nas mãos daqueles mesmos cientistas que admitem sem o menor constrangimento a existência de vida fora da Terra, mas não aceitam em hipótese nenhuma que entidades extraterrestres já estejam por aqui interagindo com a história, fugindo de debates abertos sobre Ufologia. E, também, nas garras dos mesmos governantes que nos negam informações, mentem sem o menor sinal de pudor, enquanto aviões são perseguidos ou estão perseguindo UFOs, enquanto militares e civis estão sendo abduzidos, enquanto nos dizem que “A verdade está lá fora”. Estes tipos de pessoas seriam facilmente capazes de omitirem fatos comprometedores.
Conclusões pessoais
Sinceramente, não creio (tomara esteja equivocado) que nosso aguardado contato com vizinhos cósmicos aconteça através da radioastronomia. Parece que nossos primitivos antepassados se comunicavam de maneira bem mais simples, rápida e eficaz com os deuses, onde monólitos, cavernas, tendas ou estranhos artefatos serviam como transmissores e receptores de mensagens ou ordens diretas de seres superiores.
Além do mais, fica cada dia mais claro que “a verdade está é aqui dentro”, alojada aqui mesmo, em nosso planeta, por trás de cada negação e mentira, mas principalmente dentro de cada um de nós, pois somos frutos do universo e nossa essência contém as respostas. Precisamos experimentar uma Busca por Inteligências bem Terrestres, vamos nos concentrar no que acontece de extraterrestre na Terra, talvez esta seja a chave, porque “eles” (os ETs) parecem se interessar mais do que nós.
Nos últimos tempos, tivemos alguns sinais interessantes captados, aos quais algumas fontes especializadas de notícias levantaram possibiliddes reais de mensagem positiva de inteligências espaciais. Depois, silêncio total. Ok, devem estar analisando… A mais recente ocorreu no mês passado.
Respeitando todos os profissionais e voluntários envolvidos no programa, mas as decisões finais (contar ao mundo ou não) no caso de um sinal positivo e real ficará nas mãos de cientistas e militares que trabalham para governos (principal e obviamente os norte-americanos). Será que confessariam à população?
Enquanto isso, ninguém espera nada mesmo, pois eles afirmam que antes de 50.000 anos não se deve aguardar algo relevante. Me perdoem, mas isso é uma desculpa perfeita, eles têm 50 mil anos para não confirmarem absolutamente nada!
Revoluções à vista
Em todo caso, para não dizermos que não há solução, alguns integrantes estratégicos e conscientes da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e do SETI têm indicado e estudado outras técnicas, como a Messaging to Extraterrestrial Intelligence (METI) e novos protocolos, sugerido e defendido também por Alexander Zaitsev, astrônomo do Instituto de Rádio Engenharia e Eletrônica da Academia Russa de Ciências em Moscou, coordenador do SETI na Rússia e consultor da Revista UFO [Leia o artigo O Paradoxo de SETI].
Novas diretrizes para o contato nesse estilo foram positivamente expostas a partir de uma conferência da Royal Society na cidade de Praga (Rep. Tcheca) em 30 de setembro de 2010. Diversos acontecimentos a nível planetário igualmente têm acumulado certos êxitos na expectativa de que, finalmente, há muita gente disposta a assumir a realidade da presença alienígena na Terra.
As coisas estão se afunilando, só não vê quem não quer.
Paulo Poian – colaborador de Exopolitics Brazil
http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian/
06/Mar/2011
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Rupturas de paradigmas: Os Espíritos tinham razão?
Obras seculares nos informavam não sermos os únicos, e nem os mais inteligentes.
Quando, no século XIX, Allan Kardec, na sistematização dos conhecimentos espíritas, afirmava categoricamente a existência de vida em outros planetas, a grande maioria de cientistas não deu crédito algum.
Afinal, até agora (dezembro de 2010) se pensava que, para existir vida, seriam necessárias condições muito semelhantes às da Terra. Ou seja, seria conseqüência direta de um “acaso” feliz, graças a presença de moléculas de carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre.
Bastou um ser vivo minúsculo como uma bactéria para abalar toda esta certeza. O tal organismo tem arsênio em sua composição. Até hoje, a ciência afirmava que o arsênio era incompatível com a nutrição da vida.
Mais do que abrir a perspectiva concreta de organismos complexos em outros planetas – em tese considerados inóspitos – a descoberta modifica o conceito do que é a vida. E ainda coloca a ciência diante de uma situação que exige humildade, pois basta esta exceção para provar que a vida é ainda, para o ser humano, um maravilhoso mistério.
Em O Livro dos Espíritos [FEB, 1944]:
55. São habitados todos os globos que se movem no espaço? Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se têm por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino globo o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade… Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há de ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.
56. É a mesma a constituição física dos diferentes globos? Não, de modo algum se assemelham.
?57. Não sendo uma só para todos a constituição física dos mundos, seguir-se-á tenham organizações diferentes os seres que os habitam? Sem dúvida, do mesmo modo que no vosso os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.
58. Os mundos mais afastados do Sol estarão privados de luz e calor, por motivo de esse astro se lhes mostrar apenas com a aparência de uma estrela? Pensais então que não há outras fontes de luz e calor além do Sol e em nenhuma conta tendes a eletricidade que, em certos mundos, desempenha um papel que desconheceis e bem mais importante do que o que lhe cabe desempenhar na Terra? Demais, não dissemos que todos os seres são feitos de igual matéria que vós outros e com órgãos de conformação idêntica à dos vossos. As condições de existência dos seres que habitam os diferentes mundos hão de ser adequadas ao meio em que lhes cumpre viver. Se jamais houvéramos visto peixes?, não compreenderíamos pudesse haver seres que vivessem dentro d’água. Assim acontece com relação aos outros mundos que sem dúvida contêm elementos que desconhecemos. Não vemos na Terra as longas noites polares iluminadas pela eletricidade das auroras boreais? Que há de impossível em ser a eletricidade, em nalguns mundos, mais abundante do que na Terra e desempenhar neles uma função de ordem geral, cujos efeitos não podemos compreender? Bem pode suceder, portanto, que esses mundos tragam em si mesmos as fontes de calor e de luz necessárias a seus habitantes.
Texto por Marco Aurélio Rocha.
Paulo Poian – colaborador de Exopolitics Brazil
http://www.ufo.com.br/blog/paulopoian/
07/Dez/2010
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2 comments
felipe
June 16, 2011 at 7:10 pm (UTC -3)
seria respeitoso como os leitores vc colocar a data da publicação de seus artigos.
master
June 16, 2011 at 8:23 pm (UTC -3)
A data foi divulgada. Grato por nos informar.